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Sintra BTT - Mais do mesmo! TOP!

Domingo21maio2017
SINTRA BTT, MAIS DO MESMO! TOP!
O passeio deste domingo prometia ser mais um “mais do mesmo”, mas em versão TOP, a promessa cumpriu-se! As dúvidas foram dissipadas pelos sete corajosos Moukistas que às 07:00 partiram para mais uma aventura que prometia ser dura… fora ela ainda mais do que era suposto, pois o track, intencionalmente ou não, estava incompleto! Quando assim é apresentado, algo fica por dizer… era esperado que assim fosse! O pessoal na semana passada entusiasmou-se, e foi dizendo que a volta foi do melhor, e foi..., o Presidente LP quis ser simpático e foi reconhecer mais uns quantos tracks durante a semana, muito obrigado, e pimba toma lá mais um daqueles que vai perdurar durante algum tempo, não pelo empeno, mas pelas fortes e técnicas subidas e descidas, foi brilhante Luís podes continuar com esta linhagem, se possível com um pouquinho mais de dureza!
Saímos para o lado do Cacem e fomos passando por Paiões, Serradas, Albarraque, Linhó, bordeamos Penha Longa, já com 13km fizemos a entrada na serra de Sintra com a cota a 200mt, esta entrada na serra dificilmente poderia ter um grau de dificuldade mais exigente, estávamos numa subida com 20% de inclinação e piso irregular, daqui ao km16 tivemos de subir à cota de 427mt., difícil…de seguida veio a vingança, descida e mais descida até ao km22 foi quase sempre a descer, e que descidas atingimos o Km22 perto de Almoçageme, Covão e Colares. A boa disposição do grupo era, nesta altura, notória. Rolávamos em alcatrão, a inclinação do terreno começava a empinar, pedalávamos ao ritmo que conseguia-mos, passamos por Gigueirós e Eugaria. Já merecedores de uma paragem escolhemos o Parque de Monserrate, espaço de beleza impar, para a fazer, tomamos o lanche matinal e conversamos tudo quanto conseguimos, já hidratados prosseguimos caminho.
Dos 27 aos 37kms foi sempre a subir, estivemos na cota dos 12mt e quando concluída esta subida, passamos a estar à cota dos 425mt, a subida que vinha a seguir era sempre mais penosa do que a anterior, já vinha enjoado de tanta descida invertida. Nos momentos em que estamos com a máquina no red line vamos pensando; porque ando aqui! se vou em sofrimento porque gosto disto! É algo estranho…mas que não podemos passar muito tempo sem ele…Já em alcatrão com o destino a Sintra, virámos à direita e entramos no trilho da rampa da Pena, acho que foi neste trilho que o presidente fez a vontade ao corpo, esticou-se! Estávamos em Sintra, o movimento por aqui é frenético, reabastecemos de água fresca num fontenário e prosseguimos, fomos passando por Chão de Meninos, Rio de Mouro, Cacem e Agualva. Foi mais um passeio, ao mais alto-nível, de aproximadamente 60km e 1500A+, a onde a coesão do grupo esteve sempre presente e a boa-disposição nunca faltou, excepção ao Pedro passou uma manhã menos boa. Ainda tivemos disposição e tempo para tirar uma foto do grupo no LR. Sempre bem por maus caminhos. Até para a semana algures por ai. Abraço do
 “Moukista sentado”  

Alvalade - Porto Covo - Alvalade

Alvalade-Porto Côvo-Alvalade
21-mai-2017
Uma pequena freguesia do Alentejo, 120 kms, 2800 participantes e três Moukistas com muita vontade de pedalar no mais antigo raid de BTT de Portugal que este cumpria a 19º edição, foram os ingredientes para um grande dia, numa grande festa de BTT.
Pelas 9h, deu-se o início desta pedalação para os muitos participantes, que debaixo de um tempo nublado saiam lentamente de Alvalade até começarem a ganhar velocidade pelo espaçamento que começava a surgir entre os muitos Betetistas que percorriam os primeiros quilómetros. Aos 12kms do percurso, passagem pelos arrozais, imagem já característica deste raid e de grande beleza. Começava-se agora de forma gradual a subir, alternando-se com estradões onde era permitido rolar a velocidades de 25-30km/h onde só a areia fazia abrandar ou em alguns casos parar. Após trilhos com passagens por matas eis que aos 39 kms surgia a Barragem das Campilhas, onde os participantes contornaram a mesma pelas margens até chegarem ao 2º abastecimento deste raid. Aqui foi tempo de, absorvidos por um mar de gente, provar as famosas sandes de carne assada que a organização tanto pediu para que esta malta do pedal provasse… Chatice, lá tivemos que seguir este conselho…
Era agora tempo de começar a subir, ainda que de forma alternada com algumas descidas até atingir o Cercal do Alentejo aos 52kms, onde a população aplaudia os participantes de forma efusiva. Tempo para mais um abastecimento e havia agora que enfrentar a principal subida do dia, com cerca de 2 kms a serpentear a serra e que atingiria a cota dos 260 mts. Aqui chegados, havia que descer de forma alucinante por trilhos mais técnicos e de grande diversão até se atingir a Amazónia, zona de trilhos mais densos e verdejantes. Após uma curta incursão pela lama, entramos num singletrack que quando findou, o mar estava à vista… Imagens de grande beleza e que dão um impulso ao pedal do pessoal do pedal, pois Porto Côvo estava à vista. Rolou-se então por estradões com alguma areia e que foram confluir em Porto Côvo, com uma passagem junto ao areal e que após uma subida onde estavam centenas de pessoas a aplaudir, a meta dos 70 kms estava à vista. Foi bastante agradável verificar a festa que aqui se fazia, entre betetistas e respectivas famílias, sendo o BTT a força motriz destes momentos. Após mais um reabastecimento, havia agora 50 kms a separar-nos da meta em Alvalade. Até à meta rolou-se por trilhos e estradões, alguns deles a atravessar quintas e outras propriedades privadas sendo apenas interrompidas pela passagem em algumas freguesias onde pudemos constatar a “azáfama” de uma tarde de domingo, onde os locais munidos de sumos de cevada e malta observavam os betetistas a regressar a Alvalade e os incentivavam, dizendo que “já faltou mais”…
Aos 104 kms e junto a um canal, pedalou-se até aos 110 kms onde se entrou no alcatrão e a sinalização indicava Alvalade em frente. Tempo de esgotar a desmultiplicação na transmissão e alcançar Alvalade aos 118,5 kms, após 1200 mts de acumulado positivo, muito contacto com a natureza e muito convívio entre estes Moukistas e outros betetistas de todo o Portugal. Tempo para uma ultima rehidratação e um regresso a Lisboa…
Uma última palavra para a organização que teve este raid ao mais alto nível, nos mais variados aspectos tais como sinalização do percurso, abastecimentos, apoio mecânico, simpatia e hospitalidade ao longo de toda esta aventura!
Alvalade, até á próxima!

Moukista 51

Sintra TOP


Domingo14Maio2017
“Sintra TOP”
Passavam escassos minutos das 07:00 quando o grupo dos 11 Moukistas saiu do LR, este passeio fora proposto dois dias antes da realização dele pelo Presidente LP. Confesso que foi um track particularmente bem escolhido.
Para quem anda neste desporto, e gosta… obviamente que são sempre manhãs bem passadas com muitos bons momentos, mas este é dê-se-lhe tirar o chapéu, soberbo no cômputo das várias vertentes dele, podemos dizer que até a chuva foi agradável, tudo, mas mesmo tudo se encaixou como peça fundamental do todo! Parte dos trilhos fi-los pela primeira vez, notei que têm sido pouco usados, talvez a razão se deva ao difícil aceso e também por serem muito técnico… os Moukistas não renegaram faze-los. É duro subir serra acima até ao Monge, cota de 490mt., descer aos 50 e voltar a subir aos 350mt.  São subidas muito fortes que requerem técnica e força qb. Com algum custo são ultrapassadas, de seguida vem o alívio, respiramos profundamente três vezes, a carga é solta com rapidez, a nossa disponibilidade é reposta para a próximo desafio. Por hábito a seguir a uma grande subida vem sempre uma grande descida, aqui não foi excepção, mesmo com o piso molhado as descidas foram sempre feitas a rasgar, (puta madre!!!) que cotas tão irrequietos e adrenaliticos, orgulho-me de fazer parte deste grupo…quando damos por nós na cauda de um grupo de jovens equipados de tudo quanto é protetor e bikes com cursos enormes, pensamos estes gajos vão dar-nos um bigode daqueles que nos vão fazer doer a alma! Qual quê…depois do pisca aberto, foi passar por eles sem piedade nenhuma, dos Capuchos à barragem do rio da Mula, f..… até dois raios foram à vida…Tanta conversa e ainda pouco disse do circuito proposto; Saímos e fomos passando por Zambujal, Paiões, Varzea, Moncorvo de Cima, Serradas, Albarraque, Beloura, Penha Longa foi por aqui que entramos na serra de Sintra já com 13Km, as hostilidades da subida iniciavam-se à cota de 180mt e terminavam aos 490 foram 5.5km de dura subida até alcançarmos o Monge, a próxima etapa era descer,  e descemos até ao santuário da Peninha, circundamo-lo, paramos e tiramos a foto do grupo com o cenário de fundo a praia do Guincho.
Subimos, descemos, já tínhamos pedalado 30km estávamos na cota de 50mt, avizinhava-se mais uma forte subida, dos 30 aos 35Km subimos à cota de 340mt estávamos na zona de Gigarós bem próximo de Colares, subimos para os Capuchos onde fizemos o lanche matinal. O percurso feito na serra de Sintra virado para o Atlântico foi continuamente exercido à chuva, não incomodou apenas nos ia refrescando, que a partir dos Capuchos começou a dar tréguas. Descemos bem rápido dos Capuchos para a barragem do rio da mula entramos na quinta do Pisão, Atrozela, Casal do Marmeleiro, Tabaqueira, Vargem Mondar, A dos Francos, Cacem e Agualva. Chegamos a nossa Sede às 12:35 com 60km e 1400mt de A+, cansados e orgulhosos de termos superado mais um forte desafio na fantástica serra de Sintra. Pelas razões que todos sabemos foi um fim-de-semana sensacional; um sábado memorável e uma manhã de domingo TOP. Abraço do “Moukista sentado”



Agualva - Calvário de São Julião

Domingo07maio2017
Agualva-Ericeira-Agualva (Cruz do calvário de S.Julião)
Pouquíssimos minutos antes de iniciarmos a saída, surgiu a pergunta, então onde vamos hoje? Aaa… e se fizesse-mos o passeio que era, mas não foi, para ter sido feito no domingo passado… vamos nisso!
Com um traçado tão sinuoso e comprido, passava a ser uma manhã de actividade física de grau de dificuldade médio alto para os doze Moukistas que compareceram esta manhã no LR. Eram 08:00 quando começamos o proposto, passagem rápida pelas hortas do Cacém e mata de Fitares, os primeiros kms, por hábito são sempre de algum parlepie, mas ontem a conversa tava demais pareciam hímenes agarrados, Santiago…Santiago… pois é, temos que ser compreensivos e pacientes! a primeira vez em tudo cria-nos emoções e gostamos de partilha-las com os amigos, até Meleças parecia o grupo dos amarrados, quando as descidas apareceram acabou a palheta…já tínhamos passado por Meleças, Recoveiro, Barrosa, Fervença por aqui descemos para o leito do rio Cabrela (bosque dos caçadores) atravessamo-lo ao som de musica pesada, que um grupo de pessoal bem-disposto curtia intensivamente, deve ter sido festa durante toda a noite…iniciamos a subida dos 22 aos 25km até à cota dos 200mt. Até Faião e Funchal foi sempre a subir, a paisagem por aqui é digna e deslumbrante até perder de vista, iniciamos a descida para Carvalhal, é uma descida técnica e trepidante que o grupo gosta de fazer mas que requer cautelas! Ainda no Carvalhal viramos à direita e entramos no trilho dos mortos, aqui havia que termos bastante cuidado, é um trilho muito técnico o lado direito dele é quase sempre uma ravina que não contempla descuidos! Foram 3 kms de carrocel sobe e desce, confuso para alguns de nós, passamos por Moucheiras e Cerradas, desembocamos no rio Lizando tivemos que fazer a travessia dele com água pelo joelho, teve de ser o proposto era esse. Durante uns quantos km serpenteamos o trilho paralelo ao Lizandro, para alcançarmos a Carvoeira foi preciso muito esforço, a extensa subida era ingreme e comprida, descemos para Valbom, pouco depois paramos na Cruz do calvário de S.Julião, e fizemos o lanche matinal, tiramos a foto do grupo e continuamos. O proposto circuito a partir de agora era o regresso que se adivinhava complicado, bordeamos Barril de Baixo e iniciamos a primeira de muitas subidas,  viramos à direita e entramos nos trilhos próximo do Oceano.
O sobe e desce era constante até alcançarmos Catrivana, alguns de nós começavam a dar sinal de algum desconforto, não era caso para menos, mesmo bem preparados, esta volta era dura de roer, transpusemos o pequeno leito do rio junto da ponte romana, veio mais uma grande subida com cota a 190mt aos 39kms. Fomos passando por S. João das Lampas, Codiceira e A-do-Pipo, até aqui foi sempre a subir. O grupo começava a sentir que a proximidade de Agualva estava a acontecer, próximos de Vila Verde ainda houve necessidade de resolver um furo, aproveitamos a paragem para hidratação, atravessamos Vila Verde para mais à frente desembocarmos em Ral, fizemos a reta de Campo Raso quase na totalidade, mas ainda antes de a concluirmos viramos à direita para A-dos-Ralhados, Sacotes, Merces, Mira Sintra e Agualva. Já passava das 13:00 quando concluímos o passeio com mais de 60km e a rondar 1200mt de acumulado positivo. O empeno foi grande… mas a malta gosta mesmo é disto; sofrer e sofrer até não poder mais! Mais uma vez a coesão do grupo esteve num patamar elevado. Até para a semana, fiquem bem com um abraço do
"Moukista Sentado"

Caminhos de Santiago 2017

Crónica II Caminhos de Santiago MoucaBTT

Aos 29 dias do mês de Abril do corrente ano, 9 Moukistas rumaram à Sé da cidade Invicta, para darem início aos II Caminhos de Santiago MoucaBTT.
Esta crónica pretende retratar o caminho percorrido e as emoções por sentidas, ainda que este vosso Moukista tenha a certeza que não vos conseguirá retratar na totalidade e assim fazer juz ao que também ele sentiu… Paisagens deslumbrantes, gentes hospitaleiras, amizade, diversão, espírito de superação e coesão, sentimentos que tornaram estes dias uma experiência inolvidável e certamente a repetir!

1º Dia: Porto (Sé) – Ponte de Lima

Pelas 8h, os 9 Moukistas reuniram-se na Sé do Porto para a primeira etapa dos II Caminhos de Santiago MoucaBTT. 3 dias de pedalação e aproximadamente 250 kms separavam estes bicigrinos do objectivo proposto.
Após os preparativos iniciais (preparação das bicicletas e logística de apoio), sentia-se uma “ansiedade” gerada pela expectativa já transmitida por outros Moukistas que realizaram estes caminhos em 2016, assim como alguns que neste grupo os iam realizar pela 2ª vez. Era agora tempo para contactar com inúmeros clubes de BTT que se propunham a pedalar para o mesmo objectivo. Após a tradicional bênção dos bicigrinos e desejo de Bom Caminho, iniciava-se a pedalação para sair do centro do Porto e rumar em direcção à Maia. Até lá, este Moukista teve oportunidade de ir servindo de guia, pois a sua terra Natal encontrava-se à vista…
Após a passagem da Maia, estando agora com 17kms percorridos e a entrar-se em Vila do Conde, primeira e única paragem técnica, com um furo na bike do Pires. Rapidamente resolvido, o grupo rumou junto a campos agrícolas até ao primeiro abastecimento do dia, no Mosteiro de São Salvador de Vairão em Vila do Conde. Deu ainda tempo para a primeira selfie do dia (na ponte romana dobre o Rio Ave) com um grupo de ciclistas franceses, também eles bicigrinos e que voltaram a aparecer na crónica lá mais para o seu final.
Após um breve aconchego e o primeiro de muitos carimbos nas nossas credenciais, o grupo ia agora, a gradualmente embrenhando-se cada vez mais em trilhos e povoações de grande beleza. Após passagem por São Pedro de Rates e a sua bela igreja, a qual foi contemplada pelos bicigrinos aquando da paragem para carimbo, já o grupo “cheirava” Barcelinhos, local onde se deu a paragem para o almoço, com um licor de café que alguns elementos referiram como “potência adicional” para a pedalação que estava reservada para o período da tarde.
Agora, já nas belas paisagens típicas do Minho foi tempo de pedalar pelas localidades de Vila Boa em direcção a Tamel (São Pedro Fins) onde se encontrava a subida até aos 198 mts de cota, em Tamel de São Fins. Daqui em diante, o grupo encontrava-se na porção final do caminho em direcção a Ponte de Lima, faltando apenas vencer a ultima subida do dia à cota dos 180 mts.
Após passagem por Aborim, Balugães e Vitorino de Piães a bom ritmo, fruto da elevada motivação do grupo e também de alguma “motivação externa”, já a Vila de Ponte de Lima se encontrava à vista, sendo agora tempo de rumar ao Posto da GNR, local onde fomos acolhidos de forma hospitaleira pelos seus agentes, aproveitando depois para desfrutarmos do típico sumo de cevada e malte e por fim cuidar das nossas bikes para o dia seguinte.
Percorridos 91 kms, com um acumulado positivo aproximado de 1285 mts era agora tempo de repousar e desfrutar da boa gastronomia local e retemperar forças.

2º Dia: Ponte de Lima – Pontevedra

O dia amanheceu escuro e frio, fruto das muitas nuvens, as quais prometiam chuva, tendo mesmo caído com rigor durante a noite. Ainda assim, munidos dos respectivos impermeáveis, o grupo estava com a moral em alta, estando programados 92,5 kms de pedalação e cerca de 1500 mts de acumulado positivo. Alguns Moukistas diziam agora aos restantes, que as partes mais bonitas do Caminho Português de Santiago estavam agora a momentos de serem percorridas.
Após a despedida dos agentes do Posto da GNR de Ponte de Lima, e já munidos das nossas “binas”, atravessou-se a ponte da Vila de Ponte de Lima em direcção a Arcozelo.  
Aqui, foi tempo para primeira de muitas selfies do dia, antes de se iniciar a subida de Serra da Labruja, primeira dificuldade do dia. A entrada na Serra da Labruja vai inicialmente cruzando trilhos por entre vinhas e arvoredo até se começar a subir para algumas das suas povoações. À passagem de todos os peregrinos que percorrem estes caminhos, fomos sendo reconfortados por palavras de incentivo e acolhimento as quais nos faziam sentir ainda melhor ou não estivéssemos já nós rendidos à beleza dos trilhos e paisagens circundantes. Após carregarmos ao colo ou às costas as nossas bikes, eis que estávamos na Cruz dos Franceses, momento este para uma selfie e “dois dedos” de salutar conversa com outros bicigrinos, retomando-se o caminho até ao topo desta serra (cota dos 410 mts) onde se recordou também fotograficamente este momento. Neste momento, já com 15 kms em subida contínua, o frio era algo que já não nos assistia.
Descemos a Serra da Labruja em direcção a Romarigães e Agualonga, numa descida técnica e de grande beleza, bem ao gosto do grupo. Era agora tempo para o primeiro abastecimento do dia junto a Rubiães. Retomamos o nosso caminho e o sentido ascendente do mesmo até à localidade de São Bento em Paredes de Coura (cota dos 275 mts), sendo agora tempo de rolar por Fontoura, Pedreira, Conguedo até entrarmos em Valença e no seu símbolo, a sua Fortaleza. Tempo para a última foto em Portugal a qual foi rapidamente interrompida pelos primeiros pingos de chuva que para os lados de Valença eram por sinal, bem grossos. Face a isto, os Moukistas rumaram de forma “decidida” ao almoço, percorridos estavam cerca de 40 kms.
Após um bom almoço, era agora tempo de rumar a Espanha, passando pela ponte de Valença, vislumbrando-se Tuy e a sua Catedral de Santa Maria de Tuy do ano de 1180, condignamente conservada. Saímos de Tuy junto ao rio Minho e rolamos até entrar novamente em bosques que nos conduziriam até à zona industrial ou polígono como dizem os “nuestros hermanos”, numa recta praticamente a perder de vista e que nos levaria até O Porrino. Aqui, após um breve reabastecimento, iniciaram-se 20 kms com duas subidas com cotas de 226 e 170 mts em Vilar de Enfesta e Eido dos Mouros respectivamente. Durante uma das ascensões deste percurso de serra, e apesar do grupo estar a “fugir à chuva”, houve ainda tempo para um breve mas intenso período de granizo o qual fez com que os Moukistas tivessem de procurar abrigo na vegetação por momentos.

Penso que será importante referir que nesta tirada, as paisagens foram de grande beleza, fosse pela serra em si, mas também pelas vistas sobre a baía de Vigo.
Ultima paragem do dia após a passagem em Redondela, iniciando-se os últimos 20 kms do dia, faltando contudo, ainda uma subida à cota dois 160 mts, a qual teve início após Cruceiro de Souto. Aqui estávamos novamente em serra, numa ascenção técnica face às grandes pedras que constituem o caminho mas que não foi nada que impedisse o grupo de a realizar montado a sua quase totalidade. Tempo de descer por calçada romana até Bergunde e posteriormente rolar pela estrada nacional até se atingir Pontevedra, perfazendo-se assim neste segundo dia cerca de 93 kms, com um acumulado positivo de 1500 mts aproximadamente. Era agora tempo de todo o grupo disfrutar do merecido descanso. Pelas 19h, tempo para uma caminhada por Pontevedra e repasto com umas tapas (sugestão do Moukista António) no centro histórico da referida cidade, centro esse que não foge ao que vinha já sendo costume nestes Caminhos de Santiago, de grande beleza! Regresso ao hostel e após um “petisco”, um incremento de proteína digamos, os Moukistas rumaram ao travesseiro já com um sentimento de saudade antecipada pois Santiago já estava perto…

3º Dia: Pontevedra – Santiago de Compostela

Para este terceiro e ultimo dia dos Caminhos de Santiago estavam programados cerca de 68 kms de pedalação com um acumulado positivo a rondar os 900 mts. Após arrumar as malas e bagagens os Moukistas tiveram o primeiro contacto com o amanhecer que se apresentava nublado e frio, com temperaturas de 1º C a fazerem-se sentir nas primeiras pedaladas, rumo ao centro de Pontevedra, seguindo depois para trilhos por entre bosques, onde a coloração verde emergia por entre a neblina, dando energia aos Moukistas que se deleitavam com os mesmos. Após uma paragem em Valbón para um “café solo” aos 12kms e respectivo carimbo, era agora tempo de entrar em trilhos que alternaram entre estradão e singletrack, junto e por vinhas, tendo neste momento se dado a segunda paragem técnica dos três dias… a bicicleta do Pires queixava-se com um raio partido. Rapidamente resolvido, era tempo de ir até ao primeiro abastecimento em Caldas de Reis, tendo antes passado pelo mercado de rua, onde os transeuntes saudavam os bicigrinos e lhes desejavam Buen Camino. Após um breve abastecimento o grupo apercebeu-se do bom ritmo que levava, tendo aproveitado partes do percurso que ligava Caldas de Reis a Padrón para a interacção com peregrinos, muitos deles portugueses e na voz do Moukista António e deste vosso escriba convidar os mesmos a consultar o facebook da MoucaBTT e fazer like claro, ao que os mesmos respondiam de forma positiva!
À passagem por O Cruceiro, iniciava-se a ascensão até ao ponto mais alto da manhã, à cota de 170 mts. Aqui, agentes da Guardia Civil convidavam os peregrinos a parar para carimbarem a credencial! De facto, os Caminhos de Santiago fazem parte das populações por onde estes passam e é salutar observar que todos se envolvem para que a experiência se torne inesquecível.
Também os trilhos que agora se seguiam, foram inesquecíveis, uma montanha russa e um serpentear que desaguaram em Pontecesures, povoação que antecedia a paragem para almoço em Padrón. Chegados a Padrón, tempo para um sumo de cevada e malte e ainda o reencontro do Pires com um seu colega de longa data, mostrando que para a MoucaBTT tudo é possível, mesmo internacionalmente! Cumprimentos trocados era hora do almoço, pois para a tarde estava prevista a maior subida do dia, subida essa que conduziria a Santiago.
Após o repasto, o grupo apontou baterias para Santiago e iniciou a pedalação por trilhos semelhantes aos da manhã, isto é, de grande beleza, subindo até à povoação de A Rocha Vella para depois descer por pontes e calçadas romanas e enfrentar a subida até à cota dos 260 mts, já dentro de Santiago de Compostela, restando agora rumar à Catedral e nesse espaço se firmar a amizade, o convívio, a diversão e prazer que os Caminhos de Santiago deram ao grupo, mas também o espaço para a reflexão, o autoconhecimento individual e a superação e perseverança necessárias para realizar esta peregrinação que foi épica a julgar pelos sorrisos e comentários dos 9 Moukistas! Tirada a selfie da praxe, eis que surgem os nossos amigos franceses que connosco tiraram a foto de grupo em Vila do Conde. Também aqui houve espaço para troca de emoções e felicitações entre ambos os grupos.

Era tempo de entregar as credenciais de Peregrino e aguardar o respectivo certificado a estes 9 bicigrinos, restando agora tempo para melhor conhecer a Catedral de Santiago e os seus espaços circundantes.
Terminada esta aventura/peregrinação, iniciou-se o rumo a Portugal para estes 9 Moukistas, de coração cheio e orgulho no desporto que praticam, desporto esse que gera sensações individuais inigualáveis mas que quando potenciadas num contexto de grupo atingem patamares únicos!
Por fim, este vosso Moukista pensa ser importante destacar a excelente marcação de todo o percurso, possibilitando esta experiência a qualquer pessoa que assim a queira desfrutar, mesmo sem recurso a GPS.
Resta agradecer o envolvimento de todos os que, directa ou indirectamente tornaram possível estes II Caminhos de Santiago.

Hastear da Bandeira 25abr2017

25abril2017
Hastear da bandeira nos Paços do Concelho de Sintra, passeio de BTT, almoço convívio na Sede e entrega do estandarte do Clube MoucaBTT e da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra aos bicigrinos que vão fazer o “caminho de Santiago”.
Ø  Após Convite…
Fomos e participamos na cerimónia do hastear da bandeira nos Paços do Concelho da Camara Municipal de Sintra. Por tradição, mas também pelo gosto da modalidade BTT quisemos estar presentes nesta cerimonia com o rigor que é habitual nesta data que assinala o dia, 25abril2017, da liberdade democrática no nosso País. Equipados aprumadamente posemo-nos em marcha ciclística, eram 08:00, nesta saída os 17 Moukistas foram guiados pelo Carvalho que liderou o grupo com toda a sua mestria. Fomos serpenteando por Agualva abaixo, Cacém acima, Rinchoa, Sacotes e Sintra, ainda faltavam largos minutos para a cerimónia acontecer, mantivemos a nossa presença descontraída até acontecer. O estandarte do Clube MoucaBTT saiu da sede pela primeira vez para uma cerimónia, é um orgulho pode-lo empunhar e hastear numa formalidade convencional com esta dimensão…
Depois de um longo discurso do Presidente Dr. Basílio, chegou o momento dos cumprimentos, dele, às muitas individualidades grupos e Clubes presente, os Moukistas também fizeram parte dos felicitados...e mais uma vez, em tom de segredo, confessou que é fã da prática do BTT! Depois do proposto cumprido por mais de trinta Moukistas, fizemo-nos à estrada e aos trilhos. Após termos reiniciado a pedalação paramos para o lanche matinal e galhofamos o mais que podemos. Por alcatrão alcançamos Cabriz, pouco depois entramos num trilho com uns single-tracks muito tope, que pelos vistos foi feito por nós pela primeira vez, mesmo muito bons. Fomos passando por Casal da Granjal, Vila Verde, Ral, Mem Martins, Rinchoa, mata de Fitares, hortas do Cacém e Agualva. Foi um passei diferente dos habituais, mas que também teve o seu grau de dificuldade e empenho de todos, fizemos mais de 40Km e ainda não era meio-dia já tínhamos terminado.
O reagrupamento para o almoço convívio foi feito na nossa sede, tudo estava preparado como previsto para os 40 participativos Moukistas, a confecção esteve a cargo de algumas simpáticas e dedicadas Senhoras Moukinhas, nós sabemos quem são! Antes de passarmos para salão nobre, fomos hidratando com uns quantos apetitosos aperitivos, tudo decorria com tranquilidade e boa-disposição, chegou a hora do almoço, linearmente fomos mantendo o registo de bom-garfo com sobremesa incluída e por fim o café. Já reconfortados havia que dar seguimento ao programa, seria e foi fazer a entrega do estandarte do Nosso Clube, pelas mãos do Presidente Luís Pina ao Vice António Araújo, também da mesma maneira, foi feita a entrega do estandarte da Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra pelas mãos do representante da mesma, Eng. Joaquim Simões ao Paulo Laranjeira, aos bicigrinos do Caminho de Santiago que estão de saída…que sendo uma cerimónia simples é emotiva e sentida por uma boa-parte dos presentes, não passando indiferente a nenhum dos presentes.
O que restava do dia foi vivido de forma intensiva e participativa com muito karaoke até ao final da tarde. Foi sem dúvida um dia repleto de actividade física e convívio por todos os participantes que aceitaram o convite endereçado pela presidência do Clube MoucaBTT. Bem-haja a todos que quiseram estar e participar nesta mega actividade.                  

“O Moukista sentado

 

Passeio BTT 23abr2017

Domingo23abril2017
Passeio a Igreja Nova com passagem pelas aldeias, Mata Pequena e Mata Grande
O sino da Capela de Nossa Senhora da Consolação despertou-nos quando bateu as 08:00, segundos depois o grupo dos treze Moukistas saiu a pedalar o destino era, e foi abordarmos Mafra, o Vice António conhece esta volta de olhos fechados… quando lancei o repto a coisa foi bem aceite, e depressa iniciamos a marcha ciclística. A saída do LR foi azimutada para o lado da Abelheira, Mira Sintra, Pexiligais, Casal dos Gosmos, Casal do Urmal, Pedra Furada, descemos rápido para Anços, mesmo até ao leito da ribeira dos tostões, alguns metros mais à frente iniciamos a subida para a aldeia da Mata Pequena, alcançamo-la! Já em alcatrão mantivemos a linha com inclinação de subida durante vários Kms, antes de chegarmos a Igreja Nova paramos e fizemos o lanche matinal, por esta altura da manhã já se fazia sentir algum calor. Demos continuidade à pedalação, a inclinação do tereno passava a ser uma descida, e que descida…daqui da Igreja Nova até à Aldeia da Mata Grande foi sempre a descer! Ufa… Subimos 25 mts viramos à esquerda e, com alguma rapidez iniciamos o trilho maravilha junto ao leito do rio, esta cada vez mais técnico e mais apertado, foi ele que nos trouxe a Cheleiros, reagrupamos em poucos segundos.
Continuamos o nosso passeio pelo estradão junto à ribeira, metros à frente cruzamo-nos com um grupo de pedestrianistas que simpaticamente nos cumprimentaram com entusiasmo expressivo, mais adiante atravessamos a ribeira pela ponte de Barreiros, iniciamos a subida que nos trouxe a Anços era acentuada e comprida, ao ritmo de cada um lá fomos trepando até  alcançarmos o fontanário que serviu, por uns instantes, de refresco e espera dos mais atrasados…mais aliviados pela geometria/inclinação do terreno fomos avançando a bom-ritmo até Casal da Quintanela, Raposeiras, Algueirão Mem Martins, Tala, Mira Sintra e Abelheira. Pois foi! Caríssimos, foi mais um magnífico treino/passeio domingueiro com a participação de mais de uma dúzia de atletas bem preparados para os embates que se avizinham! Em suma fizemos 55km de alguma dureza, mas também de antisstress para os participativos e bem-dispostos Moukistas que chegaram ao LR pouca passava das 12:00. Abraço.
“O Moukista sentado” 

1200 Ride BTT

Domingo09abril2017
1200 Ride BTT serra de Sintra
Manhã de domingo com temperatura ideal para a prática de desporto BTT, diria mesmo excelente… o sino da Capela de Nossa Senhora da Consolação avisou o grupo dos dezasseis Moukistas que estava na hora de sairmos da sede do  MoucaBTT, eram 08:00, as espectativas para este passeio eram altas e desafiavam os Moukistas que aceitaram o proposto que o presidente LP tivera lançado na véspera…só os esforçados conseguem alcançar, conservar e aumentar a saúde física, “A fortaleza de uma corrente é feita com a fraqueza dos seus elos”. Chega de filosofar. O proposto passeio de elevado nível físico e técnico foi iniciado com a disposição que habitualmente existe neste grupo, boa-disposição. A saída foi feita para o lado do Cacém, Paiões, Moncorvo  de Cima, Albarraque, Manique de Cima, bordeamos Ribeira da Penha Longa, Atrozela, entramos na quinta do Pisão com subidas e descida até Malveira da Serra, se até aqui a historia do ride fora pacifica… a situação invertia-se, a partir daqui era subir, subir e subir até a Peninha ser alcançada, com muito esforço atingimos o objectivo, é um espaço, embora aberto, digno de apreciação mas também recreativo e de serventia ao nosso lanche matinal e de descanso, há quem o intitule de (pedras irmãs).
O descanso terminou, o inicio das grandes descidas era iniciado, o desafio à diversão era e estava a ser uma realidade comedida e ponderada, mas de grande adrenalina e bem-estar de tal forma que esquecíamos os exageros que alguns de nós cometíamos nas velocidades desmedidas! Com os exageros ficamos mais expostos aos percalços técnico, resultado 5 furos, com tanta fartura deles as perdas de tempo iam-se acumulando… depois de uns quantos km a descer, já tínhamos bordeado o cabo da Roca, Biscainha, Figueira do Guincho e Abano. A partir daqui o terreno voltava a empinar e de que maneira! Fomos passando por Charneca, Murches, Parque Penhas do Marmeleiro, aqui voltamos a descer para logo voltarmos a subir até Cabreira, ainda faltava um quarto do percurso de complexa dificuldade, o cabeço de Manique foi um-quebra-pernas desconcertante, com muita dificuldade alcançamo-lo, descemos para o bairro da Felosa, Vargem Mondar, A dos Francos e Cacém. Amigos Moukistas, enquanto escrevo consigo reviver muitos dos momentos das nossas passagens, pena não ter uma disponibilidade de tempo onde pode-se descrever, ao pormenor, todas as recordações do ride deste fim-de-semana, dava uma historia mirabolante…. Durante o passeio enquanto estamos parados por qualquer motivo, conseguimos fazer momentos de conversas sérias e de elevados valores de conteúdo que nos fazem fortalecer laços de amizade, também estes momentos são e servem de reflecção de como a vida de cada um presente fica mais colorida e preenchida. Em suma foi mais uma manhã de muita diversão para todo o grupo Moukista que terminou o passeio no LR (sede) com um empeno daqueles de 55km de distancia e 1200mt altimetria positiva, sempre meia roda à frente. Estamos na semana santa, não posso deixar de desejar uma Páscoa feliz para toda a família Moukista. Grande abraço do
“Moukista sentado”             



Ride BTT 02abr2017

Ride BTT 02abril2017
Passeamos pelo Parque Florestal de Monsanto
A saída do grupo dos dezasseis Moukistas fez-se no Largo da Republica eram 08:00, a manhã visivelmente agradável era contrastada com o fresco que se fazia sentir, este sentimento ia sendo dissipado à medida que o tempo ia passando. Saímos e fomos passando por Massamá, Queluz, Amadora, Reboleira, Damaia, Cova da Moura e Alto da Boavista, foi por aqui que fizemos a abordagem ao proposto passeio que o presidente LP traço e arrasto com ele para o Parque Florestal de Monsanto, nesta manhã domingueira. Já com 13Km o aquecimento dos agora quinze Moukista estava feito, sim quinze, o azarado Pedro estava sem travões e tivera que regressar a casa bem mais cedo. A diversão começara…é sabido que a irregularidade dos trilhos por aqui é constante, os single-tracks estavam divinais a malta do grupo estava com vontade e confiante, e quando assim é, amigos Moukistas, aquilo foi sempre a rasgar…quase sempre a ruçar os limites! Os abusos eram constantes por alguns elementos mais dotados e ousados do pelotão. As probabilidades de algum azar, nas circunstâncias, eram avultadas mas felizmente a malta elitista portou-se ao nível tope. A estampada felicidade no rosto de cada um era notada e, quando assim é a fluidez do alongado pelotão era uma constante, raramente existiram paragem ou cortes de algum significado, é porreiro poder dizer, cronicar, desta forma pois é o reflexo da boa-forma física que o pelotão atravessa, nem podia ser diferente…está a aproximar-se a peregrinação a São Tiago de Compostela, à que haver responsabilidade na exigência do proposto, principalmente daqueles que irão participar.
Depois de percorrermos uma grande parte dos trilhos de Monsanto chegou a hora de fazermos o regresso via ponte pedonal de Benfica, próxima do Califa. A pedalação mantinha-se forte com bom ritmo, rápido alcançamos Venda Nova , Amadora, Venteira, a subida para o Pendão foi abordada com alguma cautela, correu bem e todos com mais ou menos dificuldade a ultrapassaram, mentalmente o psicológico já fazia as contas da proximidade de Agualva e quando assim é vem o alento que nos empurra e nos catapulta para um términos de passeio de fluidez exagerada, mas ainda antes serpenteamos por Belas , Idanha e por fim Agualva. O Largo da Republica assistiu à nossa chegada, faltavam ainda 20 minutos para as 12:00, ainda tivemos tempo de postar para a foto do grupo dos quinze Moukistas que aceitaram estar presentes fazendo desta manhã de domingo uma recreação fantabolastica… Aos intervenientes que encorparam este passeio bem-haja. Até para a semana, Abraço.
 
“O Moukista sentado”


Passeio pedestre e BTT Costa de Caparica

Domingo26março2017

Costa da Caparica Passeio pedestre e BTT
O valor de um Homem avalia-se pela força de vontade. E quando em qualquer idade as fortes, mas raras, vontades nos batem, temos de agarrá-las de modo a colher os benefícios das energias que delas, ainda que antecipadamente, podemos e queremos usufruir… As vontades movem-nos! E de que maneira…Foram elas que motivaram a estarmos presentes neste duplo invento do nosso Clube MoucaBTT.
As 56 presenças divididas pelos dois inventos, foram indicadores mais que suficientes para pensarmos que o querer é transversal a muito boa-gente, e alicia sempre os mais audazes. Não fosse o invento estar já intitulado, reentitulava-o de “Invernal da Primavera na Costa da Caparica” sim, encaixava que nem uma luva, pois a muita chuva e frio que se fez sentir, neste domingo, presenteou-nos com condições bem-adversas para qualquer prática desportiva, não foi por mero acaso que alguns de nós terminamos o proposto desportivo em péssimas condições física e também psicológicas, mesmo muito próximo da hipotermia…Dizem os sábios que o corpo deve sofrer alguns maus tratos! Cada vez mais concordo com este dizer, desde que… jamais se faça o desumano e desconfortável registo da razoabilidade. Confesso que não sou nada adepto de pedalar à chuva! Mas por ser em invento especial, e organizado com inscrição fiz questão de estar presente sem lamechas…Pedalar pela areia do Oceano Atlântico da Costa da Caparica à Fonte da Telha é atractivo e desafiante, a dezena de Km foi feita debaixo de uma intensa chuva, frio e algum vento, mas porra chegamos à Fonte da Telha com o peito cheio de orgulho e uma incrível boa-disposição, a foto ilustra isso mesmo… a partir daqui os Moukistas iam esmorecendo, não era caso para menos, a queda da chuva intensificava-se, os problemas de transmissão começavam a surgir, a areia é uma inimiga desgastante! os chupões das correntes começavam a ser frequentes…em consequência a corrente do Pedro cedeu, a avaria  foi remediada, mecânicos neste Clube, felizmente, não fazem falta.
O desconforto começava a ser uma constante, a insensibilidade das mãos e dos pés ia aumentando a dormência veio a seguir, mas a garra de algum deste pessoal é infindável, já para outros o esmorecimento era cada vez mais presente, o abandono de alguns elementos aos 27Km foi obrigatório pela falta de condições e outros por solidariedade, o pequeno grupeto regressou ao local de partida. A partir daqui o grupo ficou reduzido, a chuva continuou sem dar tréguas. Os dois grupos, caminheiros e betetistas, fizeram o encontro programado na Bateria da Raposeira mas já antes os grupos tinham visitado a Costa do Grilo, o miradouro dos Capuchos a falésia da Costa o Forte da Alpena e o Pica do Galo. O pelotão dos ciclistas ainda bordeou a Cova do Vapor e fez o término do passeio no SSGNR. Após o merecido banho foram reunidas as condições logísticas para o programado almoço do grupo triunfador. Caros Moukistas e convidados, tudo na vida é valorizado mediante o valor que lhe atribuímos e, se quisemos estar presentes, com toda esta adversidade atmosférica, é porque continuamos a ter força de vontade e querer vencer os difíceis obstáculos que nos fazem empolgar e nos servem de tempero de vida, que continuemos assim por muitos e bons anos. Abraço. Um bem-haja de reconhecimento pelo empenho e trabalho logístico à Direção do Clube; A.Araújo e L.Pina, e também ao J.Pires.
“O Moukista sentado”